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O que é segurança alimentar?



Alimentação adequada é um direito humano e deve ser assegurado a todas as pessoas por meio de políticas públicas. Tanto que este tema faz parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU (Organização das Nações Unidas) – diretrizes que funcionam como apelo global à ação para acabar com a pobreza, proteger o meio ambiente e o clima e garantir que as pessoas, em todos os lugares, possam desfrutar de paz e de prosperidade.

Para a ONU, a erradicação da fome exige metas alinhadas aos quatro pilares propostos pelo ODS: disponibilidade de quantidade suficiente de alimentos; acesso a uma dieta nutritiva; ingestão alimentar adequada e a capacidade de absorver e usar nutrientes no corpo. O pilar da disponibilidade está relacionado à existência física de alimentos em condições adequadas de consumo para todas as pessoas e considera diversos fatores, como meios de produção e uso dos recursos naturais de maneira mais eficiente e responsável.

Considerando dados atuais da fome no mundo e a previsão de aumento da população, que poderá chegar a 8,5 bi em 2030 e 10 bi em 2050, a disponibilidade de alimentos deve ser uma preocupação global. E apesar de presenciarmos uma produção anual de 4,3 bilhões de toneladas de alimentos, sabemos que essa produção não será suficiente para alimentar a população crescente, de forma sustentável. Ou seja, até 2050, precisaremos de 50% mais alimentos produzidos na mesma área agrícola que utilizamos hoje, considerando também os efeitos das mudanças climáticas.


A grande questão é: como alimentar o mundo sem esgotar o planeta?


Medidas como a da ONU, em parceria com ações de cada país, visam reduzir o impacto da insegurança alimentar em fatores como: comprometimento da saúde (surgimento de anemia, desnutrição, hipovitaminoses, obesidade e doenças crônicas), aumento da violência doméstica e comunitária, ocorrência de transtornos mentais, desenvolvimento de atividades de produção de alimentos predatória em relação ao ambiente, preços abusivos dos bens essenciais e imposição de padrões alimentares que não respeitam a diversidade cultural.

Nesse contexto, a produção agrícola tem um papel fundamental, uma vez que a agricultura moderna, ao fazer uso de produtos de biotecnologia e ferramentas de proteção de cultivos, possibilita uma maior produção de alimentos nutricionalmente adequados, ao mesmo tempo em que utiliza os recursos naturais de maneira mais eficiente e responsável, colaborando para preservação ambiental.

Técnicas agrícolas modernas permitem uma produtividade maior no campo, ao cultivar sementes mais tolerantes a mudanças climáticas e protegidas contra o ataque de pragas e doenças, além de produzir alimentos variados com uma durabilidade maior, possibilitando que estejam acessíveis para um maior número de pessoas.


Combinado a isso, a globalização e comercialização internacional de produtos alimentícios, permitem, por exemplo, que alimentos produzidos no Brasil sejam distribuídos em diferentes regiões do mundo.

Conclui-se que segurança alimentar e sustentabilidade são situações que devem ser avaliadas em conjunto, pois é preciso considerar que a produção sustentável de alimentos desempenha um papel fundamental para garantir a disponibilidade de alimentos seguros e nutritivos no futuro, garantido o bem-estar nutricional e a saúde da população.



Andréia Carrara

Nutricionista

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